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SÉRIE: ANEDOTAS - A FILHA PROMÍSCUA

  • 23 de jul. de 2018
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 4 dias


ANEDOTA


DEFINIDA pelo pai dos burros como “particularidade curiosa ou jocosa que acontece à margem dos eventos mais importantes, e por isso pouco divulgada, de uma determinada personagem ou passagem histórica, e também como narrativa breve de um fato engraçado ou picante, a anedota raramente é grande o suficiente para preencher uma crônica inteira, mas também é pequena demais para só surgir como um comentário menos sucinto durante uma conversa corriqueira”, Anedota.



A FILHA PROMÍSCUA

Uma anedota sobre o golpe do sequestro.


Era o início dos anos 2000, saiu no jornal que estava na moda o golpe do sequestro, onde os bandidos, que sabiam quem eram os familiares da pessoa, ligavam falando que haviam sequestrado alguém da casa e em seguida colocavam um ator ou atriz ao telefone para se passar pela vitima. O familiar que obviamente se assustava ao ouvir uma pessoa gritando, SOCORRO, PAGUE O QUE ELES PEDEM, se desesperava e ia correndo no banco depositar a quantia solicitada na

Conta dos estelionatários. Falando assim, parece até piada, mas muita gente caiu nesse golpe, inclusive os mais desavisados caem até hoje!


Certa vez, um telefone estranho me ligou insistentemente, e quando atendi, era meu pai chorando e dizendo que havia alguém na outra linha aplicando o golpe nele. Anos depois, foi minha mãe que acabou caindo no prejuízo e perdeu 700 reais.

Aquela história de sequestro já estava ficando velha, mas todo mundo ficava de cabelos em pé ao pensar que um daqueles golpes podia realmente ser verdade, além do fato de que nem todo mundo tinha celular na época, o que tornava o golpe mais fácil, pois os familiares não tinham para onde ligar .


Meu amigo Francy era um homenzarrão de quase dois metros. Nosso grupo de amigos jogava baralho todas as sextas, Francy estava conosco e sua mãe sabia disso. O telefone tocou e a mulher atendeu, ouviu gritos estridentes de uma moça e, em seguida, a voz do bandido, que disse: — Senhora, sequestramos a sua filha, Francy! — Mamãe, mamãe! Me ajuda! Gritava uma jovem moça aos fundos, muito boa atriz por sinal. — E, como a senhora pode ouvir, continuou o bandido, ela está bem nervosa. É melhor a senhora fazer tudo que eu mandar ou vamos matar a sua filha! –

Sem titubear, a mãe do meu amigo respondeu:

– Ahh, vocês estão com essa safada aí, é? Essa garota me dá muito trabalho, moço, é uma piranha sem vergonha! Não quero saber da Francy, não. Por mim pode matar! – E desligou.






Julho de 2018

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